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Fotos e relato abrangente da Formação UCA-SP

29/10/2010

Formação UCA São Paulo

Por Gilda Piorino/Renata Aquino

Veja o álbum com todas as fotos em:
http://picasaweb.google.com/proucasp/FormacaoUCASP26out#

A formação UCA (Um Computador por Aluno) em São Paulo em outubro aconteceu com 36 professores, de 6 escolas, na Escola de Formação da SEE/SP. O espaço também é utilizado pela CENP para formação de professores. A formação aconteceu em dois dias, 26 e 27 de outubro de 2010. Veja um relato abrangente das palestras do dia 26.

Relato da abertura da formação

Representando a SEE/SP, Silvia Galetta iniciou os trabalhos apresentando o espaço da Escola de Formação. Foi destacada a boa estrutura do espaço, com acesso à internet sem fio.  Os professores conheceram também a equipe da SEE presente e os membros das universidades parceiras (PUCSP, USP, Unicamp).

Sílvia reforçou a experiência das universidades sobre currículo e tecnologia, inclusive com os laptops. Citou a experiência da USP com laptops em escola municipal na região de Taipas. A universidade se apropria da proposta pedagógica e isto é um ganho para a SEE, principalmente quando se trata de técnicos da universidade que se apropriam das questões pedagógicas.

USP será responsável pela formação de professores em quatro escolas estaduais. A SEE vai apoiar junto com o PCOP de tecnologia. Para SEE, a experiência também é um piloto e é importante conhecer a complexidade do processo na sala de aula.

Silvia Galetta mencionou também o trabalho do professor J. A. Valente e equipe da Unicamp, incluindo Cecília Martins e Ana Maria Eivazian, ali presentes.

Em São Paulo, há três universidades envolvidas na formação e pesquisa. Além das 6 escolas estaduais, há 6 escolas municipais e a escola de aplicação da USP. As escolas foram selecionadas pela Undime. As escolas estaduais foram indicadas pela COGSP.

A PUCSP acompanhará a escola Norte 1, tendo já visitado a escola.

Galeta disse que a SEE, além de coordenar o projeto como um todo, inclusive nas escolas municipais, vai acompanhar de perto o trabalho das escolas, indo às formações e colaborando. O objetivo é ajudar as escolas. A SEE está colocando à disposição das escolas este apoio, compreendendo também que o ProUCA foi criado pelo MEC, que indicou as universidades.

Galetta lembrou que há escolas mais adiantadas em relação à formação, mas todos serão capacitados para caminharem juntos.

Relato da palestra da Profª Beth Almeida – PUC-SP

A professora fez uma apresentação do ProUCA – conceito e operacionalização. O UCA surge por iniciativa da presidência da República. O órgão coordenador é o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a Distância.

Tendo apresentado a estrutura da formação, a professora lembrou que ao colocar laptop na mão de todos é preciso pensar em como isto chegará à escola, como realizar a compra e formar pessoal para o uso.

Muitos desafios são enfrentados, desde o processo da licitação. Atualmente, já estão disponíveis os equipamentos e o ProUCA está se desenvolvendo em 300 escolas do Brasil, aproximadamente 10 por Estado, sendo 5 estaduais e 5 municipais, situadas em diferentes municípios. Há escolas rurais, quilombolas e indígenas, recebendo os laptops.

Beth Almeida lembrou que ainda se fala de piloto, pois o Brasil tem 178 mil instituições educativas. 13% são escolas particulares. Então, 300 escolas ainda pode ser considerado representativo de um projeto piloto. Entretanto, é uma iniciativa de destaque, pois está em todas as regiões do país, em todos os estados e em diferentes municípios, atendendo clientelas diversificadas. Esta fase do ProUCA dará margem para implantações futuras. Por isto o projeto prevê equipes de avaliação. Será uma avaliação do ProUCA e não do aluno. No entando, a avaliação levará em conta questões relacionadas ao aluno.

A equipe de avaliação não é a mesma equipe de formação. A avaliação e a formação caminham juntas, com equipes diferentes e objetivos diferentes, entretanto estão integradas, comunicam-se.

Beth Almeida lembrou que aquele dia marcava o começo do trabalho de formação.

É importante conhecer o conceito que impulsiona a formação, como se operacionaliza nas escolas. As escolas são os elementos fundamentais do projeto. Sem o envolvimento efetivo das escolas o projeto não acontece. Os laptops podem vir a ficar encostados se a escola não se envolver. Sem a intencionalidade clara do projeto pedagógico, o projeto restringe-se à inclusão digital. Na escola, o laptop educacional tem finalidade específica e o computador na escola deve estar integrado ao processo de ensino-aprendizagem e ao desenvolvimento do currículo. Se isso não acontecer, acaba-se restringindo o uso da proposta inicial do ProUCA.

O ProUCA tem aproximações com o OLPC, criado por Nicholas Negroponte, mas tem suas especificidades.

O laptop deve estar disponível para o aluno e tem finalidade pedagógica que o distingue de apenas colocar só o laptop na mão da criança sem o envolvimento da escola. Esta é a maior característica do projeto brasileiro. Não é só um projeto de inclusão digital.

O Brasil foi mobilizado para fazer o ProUCA, pois se destaca desde final da década de 80 pelo fato de se envolver com práticas inovadoras.  Mas a disseminação por todo o país ainda não é efetiva. Entretanto, frisou a professora, temos muitas experiências no Brasil. Somos exemplos de inovação na área. Temos políticas públicas de inclusão digital, federais, estaduais e municipais. O Acessa Escola é um exemplo de projeto de inclusão digital com sucesso.

O ProUCA também é de inclusão digital, mas está voltado além disso às possibilidades de mudanças na escola, e participar do desenvolvimento da cultura digital. É uma das distinções do ProUCA relacionadas ao laboratório de informática. O laboratório não perde sua função, mas só com ele não conseguimos criar a cultura digital na escola. Só com o laboratório não dá para fazer tudo. Com o laptop é possível impulsionar mudanças na educação. Se esta tecnologia tem características inovadoras, é importante destacar que a inovação pedagógica vai depender de cada professor, de cada gestor e de cada educador. A tecnologia, por si, não garante nada. A inovação é criada pelos educadores. Por isso é necessário ter clareza que tecnologias móveis devem ser exploradas, lembrando que nem sempre o acesso à internet está disponível, mas o próprio laptop traz características importantes e permite integração com outros espaços do conhecimento.

A tecnologia ajuda na busca de informações, treinamento dos alunos, efetuar mudanças na concepção do currículo e o ProUCA vem nesta dimensão.

A professora lembrou que, com o uso do laptop, a ideia não é mudar a proposta curricular.

As características desta tecnologia, a mobilidade, ajudam na mobilidade do próprio currículo.

Eixo da formação muda. Com o laboratório, tínhamos integração das tecnologias na escola, agora temos integração das tecnologias na sala de aula e no currículo.

Quem define o momento de uso é professor, no laboratório. Na sala, todos os alunos também decidem.

Concepções:

Uso intensivo das tecnologias

-mobilidade, imersão e conectividade

-construção de redes de conhec8imentos.

-atualização de sentidos.

-reorganização do processo de construção e gestão do conhecimento.

-princípios da aprendizagem.

-interação, colaboração e co-autoria

RECONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO NA AÇÃO.

A professora Beth lembrou que temos história e desenvolvimento histórico-social. Vamos reconstruir a partir do momento que estamos. Vai para além do que já fizemos sem jogar nada fora.

Princípios pedagógicos

-exploração pedagógica da mobilidade do laptop.

-constituição de comunidades de aprendizagem.

—mediação compartilhada.

—reflexão

—colaboração de alunos, professores, agentes externos.

—produções em autoria e coautoria.

-integração do laptop com os programas curriculares.

-potencialização do letramento (alfabético, visual, sonoros, digital)

—uso de distintas linguagens.

-apropriação de ferramentas cognitivas – para representar o pensamento, pensar sobre a forma como pensamos e reconstruir a partir daquilo que estamos representando. O computador como ferramenta cognitiva.

Pressupostos

-ênfase no aprendizado de novas ações pedagógicas com o uso de tecnologias visando mudanças no currículo da escola.

Comprometimento com a dimensão pública da escola como espaço formal de aprendizagem, visando a inclusão digital e social.

Respeito à autonomia na organização curricular, considerando as características e experiências dos alunos e professores.

A professora enfatizou ainda as concepções de Paulo Freire e seu trabalho com educação na pós-graduação da PUC-SP.

O ProUCA respeita as políticas de cada sistema de ensino.

Estrutura de formação

SEED/MEC à GTUCA…

Universidades globaisàuniversidades locais.

9 universidades compõem o GTUCA e três são de são Paulo.

Em São Paulo as universidades assumem o papel de universidades locais, também.

UCA total – 6 no Brasil – todas as escolas do município recebem o laptop. Hipótese neste projeto de que o impacto social será maior.

Estamos no projeto piloto e temos que ter muitos registros. Todos nos tornamos pesquisadores do projeto e não só quem está na universidade.

Sairão editais sobre o ProUCA, mas será necessário ser projeto em rede. O professor da escola terá que participar junto com a universidade.

Objetivos da formação

-estruturar rede de formação.

-qualificar professores das escolas participantes do ProUCA  (Programa UCA) para uso do laptop educacional. A professora lembrou que o UCA não é mais projeto, mas agora é programa e, portanto, há garantia de continuidade.

-criar cultura de redes cooperativas com o uso das TIC, favorecendo a autonomia, o aprofundamento e a ampliação do conhecimento sobre a realidade.

-contribuir com a (re)construção do projeto político pedagógico, usando as possibilidades do laptop educacional.

-contribuir com a inserção de uma prática inovadora do uso das tecnologias.

A professora destacou:  esperamos que pelo fato de trabalharmos com universidades de todos os estados, isso possibilite a provocação de mudanças nas universidades que, até o momento, tem sido impermeáveis em relação a formações anteriores. Isto será importante para que tenhamos condição de avançar.

Dimensões da formação

-alunos monitores/aluno integrado

Estrutura curricular do curso:

-curso de 180 horas para gestores e professores, com 5 módulos.

-módulo 4 é o projeto da sala de aula

-módulo 5 é o grande projeto: laptop + outras tecnologias – integradas ajudam a escola a dar o grande passo da mudança. Fundamental a participação e apoio do gestor para avançar.

Para Beth, o trabalho com o gestor começou mais atrasado e tem país que não acredita na importância do gestor. O Brasil acredita e acha que ele tem papel de liderança na escola importante.  O gestor é um educador, mas tem funções específicas no seu trabalho que precisam ser levadas em conta em processos de inovação. Sua participação na integração do laptop na escola é fundamental.

Módulos

-Módulo 1 – apropriação – 40h

A formação é flexível. O planejamento da formação é feito entre a escola, a Oficina Pedagógica e o formador da universidade. Verificar o que de apropriação tecnológica precisa ser trabalhado mais intensamente.

-Módulo 2 – Web 2.0 (30h).

Conteúdos podem ser trabalhados em concomitância com o módulo 3ª.

Também é possível que o professor faça o módulo do gestor (3b).

Módula 3A (40h)

Módulo 3b (40b)

Módulo 4 (40h)

Trabalha conceito de projetos

Módulo 5 (30h)

Gestão integrada de tecnologias (ProGITec)

Sugestão de momentos presenciais e a distância – de acordo com a realidade da escola.

Formação não é instrucional. Atividades devem ser realizadas em conjunto com a equipe da escola.

Constituição dos módulos

-conteúdos

-atividades – envolve a prática do professor, a pesquisa, compartilhamento das experiências e produção de conhecimento.

-indicações> leituras, vídeos, sites, portais do professor e site do projeto uca Considerações:

-O UCA propõe inovações. Traz incertezas e desafios.

-Todos são sujeitos do projeto. O projeto não está pronto. Traz proposições. Se realiza em cada realidade. É construção singular.

Materiais produzidos são para apoiar o processo formativo. A formação se concretiza na interação entre os participantes.

Uca na escola vai provocar novas demandas.

Necessário ficarmos atentos para aprendermos com a escola.

Conjuntamente vamos repensar os caminhos da formação para as próximas etapas. Deixar referências importantes.

Parcerias e redes colaborativas entre todos os envolvidos são importantes.

Experiências práticas: Palmas (TO) – Profa Beth Almeida

Acompanhamento PUCSP

A Secretaria de Educação de Palmas buscou apoio das universidades locais, mas as locais não se envolveram. Daí a ajuda da PUCSP. Acompanhamento ora presencial, ora a distância. Foi desenvolvida uma dissertação com base nesta experiência por Mariza Mendes.

Importante levar em conta que cada experimento é diferente do outro e não melhor e aprendemos com cada um deles. Cada escola tem características específicas.

Para compreender melhor o experimento em Palmas é importante —

—políticas privilegiavam mais recursos para regiões carentes.

Palmas é cidade planejada e tem 190.000 habitantes. É cidade com baixo índice de violência. Rede de ensino é nova e mais favorável às mudanças. Tem estruturas menos rígidas. Estruturação da rede começou junto com a construção das escolas. Já existiam escolas que anteriormente eram do Estado de Goiás.

Experimento foi no Colégio Dom Alano Marie Du Noday. 940 alunos, em 3 turnos com EF e Ensino Médio.

Laptop chega em 2007 – Classmate PC.

Nos experimentos, cada escola trabalhou com um tipo de laptop: XO, Classmate etc.

Palmas teve parceiros como a Cisco, Intel e outros.

A escola não tinha laboratório de informática. Tinha um só computador na escola, na secretaria. Muitos professores nunca havia participado de formação para uso de computadores.

O laptop era um desafio amplo para esta comunidade, pois não havia na escola processo de uso de computador.

A marca do projeto em Palmas é a gestão, participação da gestão. A gestão aconteceu articulada com 3 instâncias: SEDUC, NTE e escola. Integraram-se em função do Projeto UCA. A liderança maior, a Secretaria de Educação, participou intensamente. O secretário de educação ia inclusive na escola. Até o governador ia à escola.

A escola inseriu o Projeto Uca no seu Projeto Político Pedagógico.

O professor dizia, no início, que o laptop veio para melhorar o seu planejamento e que não ia mudar nada. Logo, perceberam que era preciso rever o seu projeto político pedagógico.

A mudança no currículo não foi imediata. A escola buscou parcerias com empresas e comunidade. Pais passaram a participar mais.

Houve movimento de muitos quererem ir para a escola, outro de saída e outro de retorno.

Diretora nova também abraça o projeto.

Houve novas formas de organização do trabalho pedagógico e para isso é necessário apoio dos gestores.

No âmbito das “diretorias de ensino”, procuravam acompanhar e validar mudanças no tempo da escola. As aulas passaram de 45 min para aulas em bloco de 2h. Depois aconteceram mudanças na troca de governador e secretária. Mas o projeto não terminou e continua atualmente, até caminhando com suas próprias pernas.

A Secretaria instituiu a coordenadoria regional do projeto única, foram revistas as estruturas da escola: rede, parte elétrica, ventiladores, sistema de segurança. Disponibilizou profissionais técnicos e pedagógicos, construiu armários de armazenamento, criou a sala do UCA na escola. O coordenador UCA e o técnico ficavam na escola para cuidar da manutenção. Os laptops iam raramente para a casa. Ficavam na sala de apoio. Foi criado oficialmente o UCA na escola. Há um documento formal da secretaria que fala do Projeto UCA e representa a incorporação deste trabalho no sistema. Foi uma ação efetiva do sistema.

A gestão articulou todas as dimensões do projeto.

A professora Beth citou o depoimento de Leila Ramos, coordenadora pedagógica do Projeto UCA no Estado: A Secretaria da Educação assumiu o experimento e o abraçou enquanto gestão.

A gestora da escola assumiu com responsabilidade, os técnicos ajudam os professores. Tudo isso tem melhorado o trabalho da escola e a escola vê que hoje não tem como trabalhar sem o Projeto UCA. A Escola não tem como trabalhar mais sem a tecnologia.

O mobiliário das salas foi modificado. A rede elétrica e tomadas foram instaladas na sala de aula.

Algumas ações que marcam:

-projeto aluno monitor da turma. Elegeram monitores da própria sala para ajudar o professor a distribuir laptops, alunos com menos experiência

Houve processo de eleição deste monitor. Inicialmente foi por seleção, mas depois decidiram fazer a eleição. Deu margem a processo democrático na escola. Muitos alunos se candidataram.

-houve criação do blog da escola. É um espaço de comunicação, interação e aprendizagem.

-escola criou diário web – professor faz isto após a aula e trabalha com nível de informação diferente daquele que trabalhamos com nossos diários na classe.

Cada escola busca solução para armazenamento e carregamento dos laptops, de acordo com seu contexto.

A formação foi certificada pela PUCSP.

Inicialmente gestores e profissionais da SEE participaram da formação e secretaria e diretoria de ensino davam apoio indireto. Cada participante desenvolvia sua ação de acordo com seu papel.

Indicadores de mudanças:

-tempo da aula – de 45min para duas horas. Exigiu maior planejamento da aula. Não foi uma mudança tão confortável a princípio e foi revertida.

-necessidade de clarificar as intenções pedagógicas para usar laptop – para lidar com situações inusitadas.

-professor passou a explicitar sua ementa de aula.

-maior autonomia para o aluno organizar sua caminhada, desenvolver investigações. E exercitar sua autoria.

Não adianta usar laptop para dar uma mesma aula. Tem que ser uma dinâmica de aula instigante. Só o laptop não segura o interesse do aluno.

Relatos para referência da expansão:

-tempo de aula

-gestão da sala de aula

-participação dos alunos. Desempenho dos alunos na prova Brasil melhorou muito de um ano para o outro. Laptop levou aluno para dentro da sala de aula, faltas diminuíram, o laptop criou o ambiente que favoreceu a aprendizagem.

-indícios de mudança no currículo. É preciso acompanhamento de longo prazo para verificar mudança efetiva.

-importante desenvolver a formação na escola, ainda que seja híbrida. Deve ser em função daquilo que ocorre na escola.

-importante ter como eixo da formação a prática pedagógica, a reflexão, compartilhar experiência.

-apoiar o professor, caso contrário, ele desiste. Ele precisa de apoio para fazer nova gestão da sala de aula.

-incentivar o envolvimento da equipe gestora.

-orientar e fornecer referências para a criação de novas estratégias.

SEE – ações de destaque

-criou a função do coordenador UCA em todas as escolas.

-disponibilizou laptops para todos os professores e gestores das escolas,

-socializou os experimentos entre as escolas.

-ampliou a equipe para dar sustentabilidade ao programa.

Foi se cercando de infraestrutura tecnológica e de pessoal para dar apoio.

-assumiu deslocamento das pessoas para as escolas.

Na diretoria e NTE:

-promoveram cursos de inclusão digital sobre o Linux

Escola

– cuida de todos os aspectos relacionados ao currículo, Linux. Criação de blogs, organização da formação da escola (a coordenadora UCA da escola participa da formação junto com a secretaria e pessoal da universidade).

—Criou instrumentos de acompanhamento e avaliação. Registram suas reuniões presenciais e virtuais, atas, memorial reflexivo dos formadores e professores, relatórios de acompanhamento, fazem a seleção de atividades dos módulos do curso e trabalham com diários.

Relato da palestra da professora Roseli de Deus Lopes – experiência USP

Inicia retomando os avanços tecnológicos. De 1940 até hoje, muita evolução.

Citou tecnologia do rádio, homem pisando na lua.

Em 2007, após desktop entrarem na escola, em algumas escolas, evolução da tecnologia, além de miniaturizar o sistema, ainda temos computadores pequenos com benefícios tais quais o da telefonia. Temos mobilidade.

Cita facilidades do skype e facilidades do dia a dia. Tecnologia pode trazer situações perigosas, mas há muito ganho.

Necessário, enquanto educadores, olhar para a tecnologia nesta perpectiva. Neste momento teremos grande revolução de softwares para atender aos hardwares existentes. Softwares terão que pensar nas questões de aprendizagem, evoluir, reduzir caminhos de navegação. A entrada massiva das tecnologias na escola vai provocar este desenvolvimento,. O mercado da educação é grande e tem muita gente de olho. Também não podemos nos contentar com tudo que vem.

As 300 escolas do piloto vão mostrar como o Brasil vai se comportar…

Há muita coisa publicada, mas como a área é dinâmica, muita coisa já mudou. Fizemos pesquisas rceentes, conversamos com as escolas por telefone, se ainda há laboratório, o que professores estão fazendo:

Resultados

-muitas escolas tem lab, mas computadores não estão funcionando.

-prof, sequer têm tempo de se apropriarem das tecnologias, muitas vezes, pois até chegarem na sala….

-escolas reclamaram que a formação continuada foi focada nas tecnologias, que mudam, sentem falta em aprender a usar as tecnologias.

-há correlação entre as escolas que fazem uso mais qualificado com a incorporação das tecnologias ao ppp.

-alguns prof. Usam bem, outros não, pois falta infraestrutura na escola. Prof. Acabam desistindo.

-falta flexibilidade, espaço e tempo.

Será que agora, com dispositivos menores, daremos conta de realizar o que queríamos na sala de aula?

E atividades mais sofisticadas, poderão ser realizadas no laboratório?

O que poderei fazer melhor com tecnologia e sem tecnologia?

Foi assim que entramos na escola Ernani da região de Taipas. Verificar o que seria possível fazer. Demos espaço para o professor ser protagonista. Demos tempo.

Também fizemos pesquisa antes de começar trabalho na Ernani. Conversamos com os professores.

Contamos o que seria o UCA e perguntamos o que poderiam fazer…..

Eles acreditavam que haveria impacto positivo

Primeiras impressões dos professores sobre a abordagem 1 por 1:

-tem impacto positivo.

-conscientizar a comunidade.

-estratégias educacionais devem mudar.

-abordagens pedagógicas de acordo com o contexto.

-Requisitos fundamentais da plataforma (laptop educacional)

-baixo custo para minimizar roubo.

-robustez e durabilidade.

-ser intuitivo.

-fácil de instalar.

-flexível, leve e portátil.

-móvel, conexão sem fio.

-baixo consumo de energia.

-100% disponível e 100% conectado.

—acesso a ferramenta e conteúdos qualificados.

Desafios da nova educação:

-educação da qualidade.

-o foco da escola não é a transmissão do conteúdo.

-escola deve formar cidadãos.

-estratégias pedagógicas amplificadas.

-pedagogia da curiosidade.

O que muda:

Roseli mostra vídeo da escola Ernani com depoimentos:

Escola melhorou índice no Idep.

Não foi só o laptop, forma também outras ações da escola (muitas motivadas com a entrada do laptop).

Roseli conta porque escolheu esta escola:

-queria saber se conseguiria mudar tempos e espaços. Escolheu a escola por ser carente e por ter professores que queriam fazer a diferença.

Professora fala da intencionalidade do professor, de querer que o aluno aprenda.

Prof. De Informática da escola: Primeiro colocavam o laptop em uma sla mais segura. Laptops eram carregados nos carrinhos e depois monitores levavam para as salas de aula. O desenho do carrinho foi da escola.

Tiveram que cabear a escola, puxar pontos de energia.

Aluno monitor da oitava série foi fundamental para ajudar outros alunos.

A equipe toda, presente na escola, foi importante para o projeto.

Muitos professores estavam resistentes, no início, por não saberem usar a tecnologia, mas depois se envolveram (tiveram apoio).

Aluno ficou com coragem de dizer que não sabia. Com o laptop a colaboração passou a ser a tônica.

Professora conta que tinha gente sobrando para ajudar. Alunos estão mais autônomos, independentes. Agora buscam outras fontes, além do professor. Após buscas no Google, por exemplo, vão conversar com o professor. A busca pela solução dos problemas, aumentou. Eles se concentram, ficam no foco. Conseguem, via laptop, relacionar os conteúdos estudados. Sugerem atividades com o laptop.

Laptop obriga nova postura do professor. Alunos gostam do laptop e se comprometem mais.

Há mais participação no blog e construção de textos.

Querem que outras pessoas leiam suas produções.

Invertem-se as posições. Professor não é aquele que sabe tudo, que controla.

Aluno monitor = educadores prematuros. Temos crianças com 10 anos monitorando.

Aluno: fazemos reunião e em cada reunião ensinamos e aprendemos um pouquinho. Fiquei mais responsável e mais ágil, passei a pensar melhor antes de falar.

Parceria do aluno com o professor.

Irene/formadora USP: alunos desenvolvem diferentes habilidades ao usarem os softwares. Precisam levantar hipóteses sobre os objetos que estão usando…. buscam alternativas… Desenvolvem habilidades de programação, raciocínio lógico, até de iniciação científica.

Roseli: muitas vezes, uma nova tecnologia faz com que o aluno aprenda a escrever, fique motivado …

Não é só o laptop… é toda a situação existente na escola.

Na Ernani tivemos um processo de contágio da vontade de usar o laptop. Começou pequeno e outros professores foram se juntando ao grupo.

As crianças deram um salto enorme… melhoria da auto-estima fez com que o desempenho delas nas disciplinas melhorasse.

Escola se organizou internamente para trabalhar com o laptop. Isto é diferente em cada escola.

Roseli citou  experiências de uso na África, com crianças deficientes,….

Democratização de acesso aos dispositivos móveis.

No futuro teremos ecossistemas digitais de aprendizagem.

Links para vídeos: http://www.youtube.com/ucaprojeto

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